Como ocorre o reencarroçamento de ônibus?

Ao contrario do que ocorre com os automóveis onde você compra o conjunto carroceria, chassi e motor em ônibus o processo é mais personalizável podendo o frotista escolher o chassi e a carroceria da maneira que melhor atenda seus anseios por que são peças de fabricações separadas.

Reencarroçamento é quando se recicla o ônibus aproveitando seu chassi e motor, descartando a carroceria antiga e os instalando em carrocerias mais novas, essa prática era comum nas décadas de 80 e 90.

Um dos modelos mais renovados pelos operadores é o F113 da Scania que ganhou nova carroceria por várias empresas de ônibus no Brasil entre urbanos e rodoviários. Os maiores destaques do chassi urbano da marca sueca eram a potencia do seu motor, aliada a alta resistência do modelo as condições urbanas. Salvador teve ônibus do modelo nas principais empresas da cidade, a mais marcada pelo F113 é a Praia Grande Transportes. A empresa Itapoan Transportes Triunfo chegou a reencarroçar algumas unidades que operaram no grupo até meados dos anos 2000 pela empresa Capital.

Mais atualmente depois de ataques contra ônibus realizados em Salvador no ano de 2009, que acabou destruindo muitos veículos da frota da cidade, o grupo Ondina reencarroçou dois ônibus que haviam perdido a carroceria nos ataques. Normalmente o processo de reencarroçamento é feito integralmente com chassi e motor, no caso dos ônibus do grupo Ondina no incêndio só não foi perdido o chassi, então se decidiu reaproveitar a estrutura colocando um novo motor. Os chassi Mercedes Benz OF1418 foi alongado para 12 metros e o OF1722 ganharam motorização OM-366 LA do OF1721 Euro3.

As empresas Litoral Norte e Viação Cidade Industrial reaproveitaram muitos chassis urbanos de outras empresas do grupo, especialmente da Praia Grande, em carrocerias rodoviárias para o fretamento. Um dos maiores destaques foi o reencarroçamento dos chassis articulados Volvo B58E que operaram muitos anos em fretamentos na cidade de Camaçari e uma das unidades foi testada em linhas urbanas da Litoral Norte antes de serem colocados a venda.

Reportagem: Gênesis Freitas

Fotos: Gênesis Freitas, Rodrigo Vieira, Daniel Brito, Ônibus Brasil

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Um comentário em “Como ocorre o reencarroçamento de ônibus?

  1. A ITT só reencarrocou um veiculo nos anos 90, foi um Caio Vitoria Scania F113 que pegou fogo por problemas elétricos por volta de 1995, quase dois anos depois ele foi reencarroçado em um Caio Alpha, o famosos 9179. Após o 9179, não houve reencarroçamento para a cidade de Salvador com exceção dois dois S22 incendiados em 2009 no grupo Ondina. Já na região metropolitana, houve vários, destaques para os articulados B10M, não é B58E, que tinha carroceria Ciferal GLS Bus ano 1996 que recebeu uma nova Marcopolo Viale em 2006, os Alegros 99 VW 16-180 que tinham carroceria Ciferal GLS Bus, além dos Torino GV com chassi Volvo B58 reencarroçados em Paradiso G6 1200, ambos em 2006. Na Ondina tivemos o reencarroçamentos de algumas unidades que eram GLS Bus e Svelto com chassi VW (16-180) e Ford (B1618) com carroceria Caio Vip 1 por volta de 2006. Há relatos que alguns articulados ex-Ogunjá (B58E) foram reencarroçados na São Luiz no serviço BabyBus sob Paradiso 1200, porém ainda não houve nenhuma confirmação.

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