Visão Urbaianos: Violência nos coletivos e a morte do cobrador

Faleceu hoje (19/4), no hospital Teresa de Liseux o cobrador da empresa Praia Grande, que teve 75% do seu corpo queimado em um ataque contra o coletivo onde trabalhava. Muito mais que uma morte, a perda deste trabalhador entra para uma estatística onde a violência é campeã. Com resultados menos fatais, a violência nos coletivos afasta dos ônibus pessoas que faziam do volante e da roleta o seu ganha pão. Na verdade, a violência nos coletivos esta atrelada a necessidade da sociedade de resolver os seus problemas, de chamar a atenção para aquilo que as fazem sofrer, sendo assim ônibus são depredados em protestos e seus operadores muito mais que o patrimônio são as maiores vítimas dessa fúria. O rodoviário é uma profissão onde muito mais que pelas empresas são fiscalizados pelos passageiros, por conta disso são comuns no dia a dia, nos lotados ônibus da capital baiana, testemunhar situações onde o profissional e o passageiro tomam lados opostos, de um lado o passageiro quer descer pela porta do meio sendo que os motoristas são orientados a abrir a porta do meio apenas em terminais e quando é preciso embarcar um cadeirante, as vezes é o traseirista quer descer sem pagar pela porta do fundo, ou os casos quando o passageiro pede para desembarcar em um local onde não é ponto da linha mas quer brigar para descer naquele ponto, existem as pessoas que entram sem pagar sem nenhuma cerimônia e eles por ali estarem trabalhando sempre se tornam alvo fácil do que a sociedade quer. Quantos traseiristas ao descerem pela porta do fundo já não atiraram uma pedra contra o ônibus, quantos são os motoristas e cobradores ameaçados por seguirem as regras das empresas. O motorista é passível de erro, o cobrador também é passível de errar mas tornar eles alvo de tudo de errado que acontece no dia a dia, é um dos piores erros que o cidadão pode tomar. Violência não se paga com violência, ceifar a vida de um trabalhador, ferir um operador é amostra que os valores vividos pela sociedade estão invertidos. O rodoviário antes de rodoviário é um cidadão, uma pessoa com os mesmos direitos garantidos pela constituição a todos os cidadãos brasileiros. Pena que esta morte, não servirá de exemplo para que haja uma mudança na mentalidade da sociedade.

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