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Enquanto linhas bairro-centro perdem ônibus, roteiros com partida da Estação Pirajá ganham reforço

Idealizado para ser um hub de ligação entre os populosos bairros da região do miolo e de Pirajá, a Estação Pirajá tem tido sua frota reforçada nos últimos meses. Apenas nos roteiros que partem do terminal houve um acréscimo de 29 coletivos. O funcionamento pleno da linha 1 do metrô (LAPA – PIRAJÁ) é considerado um dos maiores motivadores das mudanças.

Se por um lado as linhas com partida da Estação Pirajá tiveram as suas frotas reforçadas, muitos roteiros diretos entre os populosos bairros do miolo e o centro da cidade estão sofrendo com a diminuição de frota ou com a extinção de linhas. No bairro de Castelo Branco, por exemplo, haviam 33 ônibus operando itinerários até a Estação da Lapa, Terminal da Barroquinha, Campo Grande e Pituba, hoje são 28 coletivos.

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O destino que perdeu mais ônibus com partida da região administrativa do Pau da Lima é a Estação da Lapa. Hoje são 54 coletivos ante os 61 de outubro de 2016. Único destino da região a ganhar ônibus foi o Campo Grande, hoje são 26 coletivos contra 23 do ano passado.

Enquanto isto roteiros da Estação Pirajá com destino ao CAB, Cajazeiras 6-7, Barroquinha, Águas Claras, Fazenda Grande 1-2, Barra 1, Barra 2, Barra 3, Ribeira, Fazenda Grande 3-2, Fazenda Grande 2-3, Itapuã, Coração de Maria, Nova Brasília – Jardim Nova Esperança tiveram o reforço de 29 coletivos. O objetivo é estimular o transbordo, a integração com o metrô ou o uso mais intenso das integrações através do Salvador Card.

Confira levantamento feito pela equipe do Portal Transporte Em Debate

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Mudanças tiram 20 ônibus de Cajazeiras

Extinção de linhas, diminuição da frota em linhas diretas a Estação da Lapa e o reforço dos roteiros destinados a Estação Pirajá. Em um ano a dinâmica dos deslocamentos para quem reside nos bairros localizados em Cajazeiras tem sofrido constantes modificações. Quem chegava ao centro da cidade em um único ônibus, agora se vê levado a utilizar as integrações ofertadas pelo metrô e Salvador Card.

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Uma das mais perceptíveis mudanças foi a diminuição da oferta de ônibus diretos a Estação da Lapa. Em 2016 eram 71 veículos, enquanto neste ano a oferta total é de 43 coletivos. Com isto a espera por um ônibus direto cresceu. A espera por uma dessas linhas pode ultrapassar 2 horas.

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Se para a Estação da Lapa a frota foi diminuída, para a Estação Pirajá houve o reforço de aproximadamente 19 veículos. A principal ideia é deixar a integração ônibus / metrô mais atrativa, diminuindo a oferta de coletivos diretos ao centro.

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Com a ampliação da oferta de veículos para o Terminal de Pirajá, algumas linhas tiveram os intervalos entre coletivos encurtados. Cada linha recebeu de 1 a 3 veículos extras, enquanto algumas linhas diretas a Estação da Lapa tiveram a frota diminuída para até 1 veículo.

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Em meio a estas mudanças uma linha foi extinta, linhas com roteiros não concorrentes ou complementares ao metrô tiveram a frota diminuída enquanto outras foram reforçadas como o caso das linhas Pituba com partida do bairro de Boca da Mata e da Fazenda Grande 4.

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Levantamento feito pela equipe do Portal Transporte Em Debate, aponta que a frota total de ônibus em Cajazeiras sofreu o decréscimo de aproximadamente 20 ônibus. Em 2016 operavam 218 ônibus, enquanto em 2017 são 198 coletivos. Todos os dados levam em consideração a operação das linhas da região fora do período das férias escolares.

Confira aqui todos os dados do levantamento: relatorio

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Falta de investimentos na frota metropolitana gera reclamações dos usuários

Falta de conforto, manutenção, limpeza, acessibilidade e cordialidade de motoristas e cobradores. Sobram críticas para os serviços prestados pelas empresas de ônibus da região metropolitana de Salvador. Os empresários tem segurado investimentos no setor a alguns anos, enquanto o governo do estado organiza uma racionalização das linhas metropolitanas. A intenção do estado é diminuir o número de coletivos originários das cidades da RMS dentro das ruas de Salvador, os delimitando até determinadas estações de metrô.

Enquanto as mudanças não ocorrem, quem acessa as 13 cidades da região metropolitana pelos serviços prestados por 9 empresas de ônibus têm tido motivos de sobra para reclamar. “Os ônibus simplesmente não param nos pontos, além de serem muito antiquados”, reclamou Genivaldo Rios, morador de Lauro de Freitas.

Em nossa página no Facebook, um dos usuários dos serviços da empresa BTM, Diego Rafael enfatiza que além da frota antiga um dos maiores problemas da empresa é a falta de compromisso dos seus funcionários: “Os funcionários dessa empresa, pelo menos da linha Kartodromo X Terminal da França, fazem o que querem. Mudam o itinerário, põem a bandeira garagem para não pegar passageiros até um determinado ponto do percurso, inventam problema nos carros para colocarem o carro na garagem (os que largam na garagem ou quando o muda não está no ponto de troca), enfatizou.

O Urbaianos fez um levantamento da frota utilizada e constatou uma idade média de 5,1 anos. Veja o que é possível se encontrar operando nas rotas metropolitanas.

Empresa de Transportes Costa Verde

Inaugurada no final da década de 90, a Empresa de Transportes Costa Verde é responsável por importantes conexões entre bairros localizados na cidade de Lauro de Freitas e o centro de Salvador. Com aproximadamente 130 veículos em operação, fazem cerca de 7 anos que a frota da Costa Verde não recebe carros novos. Recentemente a empresa recebeu alguns ônibus oriundos da Empresa de Transportes União.

Transportes Dois de Julho

A Transportes Dois de Julho não atualiza sua frota a pelo menos 5 anos, quando em 2012 foram adquiridos 20 ônibus. A empresa inaugurada em meados dos anos 2000, nos últimos anos só recebeu veículos usados oriundos da Expresso Vitória Bahia.

BTM – Bahia Transportes Metropolitanos

Fusão das empresas Rio Verde (Via Nova), BTU e ODM Transportes, a BTM chegou em 2014 levando a região metropolitana o mesmo padrão aplicado aos veículos da CSN Transportes (Concessionária Salvador Norte). Desde então o trabalho que tem sido realizado é de reforma e reaproveitamento da frota das empresas originárias da viação. Os veículos mais novos da empresa datam do ano de 2011.

Expresso Metropolitano

Empresa metropolitana que mais atualizou sua frota nos últimos 5 anos, a Expresso Metropolitano é a empresa que mais cedeu ônibus para o sistema urbano de Salvador. Todos os ônibus adquiridos pela empresa nos anos de 2012, 2013 e 2014 foram reformados e transferidos para a SPE soteropolitana Plataforma Transportes. Em substituição, foram agregados a empresa cerca de 30 carros usados nas empresas Praia Grande e Axé.

Viação Sol de Abrantes – VSA

A Viação Sol de Abrantes – VSA renova a sua frota com uma certa regularidade anual, que não ultrapassa a faixa de 10 carros. Pouco mais da metade dos seus carros são equipados com elevador para portadores de necessidades especiais. As atenções da empresa se voltam para os roteiros de Camaçari.

Lis Transportes Turismo

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Especializada em fretamento de pessoal e translados turísticos, a Lis Transportes Turismo deu um passo para a operação de linhas metropolitanas em 2015 com a aquisição de linhas que eram operadas pela ATT e Linha Verde. Todos os seus veículos são equipados com elevador para portadores de necessidades especiais.

LC Turismo

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Com forte identificação com o transporte de pessoal para as indústrias da cidade de Camaçari, a LC Turismo começou a investir em transporte intermunicipal em 2014 quando adquiriu a linha Simões Filho / Camaçari. Os investimentos foram intensificados meses depois com a compra da linha São Sebastião do Passé / Terminal da França. Para iniciar os seus trabalhos no novo segmento, foram adquiridos apenas ônibus novos.

Transportes Metropolitanos Brisa

Pertencente ao grupo mineiro Univale, a Transportes Metropolitanos Brisa é a empresa que mais investiu em novidades no segmento nos últimos anos. Sua frota foi renovada em 2014 e em 2016 e um serviço com ônibus climatizados foi implantado em 2014. Nesse meio tempo também foram absorvidos alguns ônibus usados, oriundos de sua matriz em Minas Gerais.

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ARTIGO: O Transbordo

Em nosso artigo anterior falamos sobre os prejuízos que a sobreposição de linhas causam para todos os usuários do sistema de transporte coletivo por ônibus em Salvador. Trouxemos uma alternativa que poderia ser aplicada em várias macrorregiões da cidade, que é o modelo de transbordos. Hoje vamos falar de como este modelo poderia ser aplicado.

A SOBREPOSIÇÃO

Vários bairros adjacentes utilizam as mesmas vias para levar seus moradores aos principais pontos da cidade. É comum vemos em Salvador bairros vizinhos com linhas que tem o mesmo destino se sobrepondo as outras que partem da mesma região. Isto não representa qualidade para os usuários, por que estes roteiros normalmente são grandes e planejados para atender dezenas de demandas em uma linha só, com frota reduzida e intervalos grandes em seus horários.

OS TRANSBORDOS

Os Terminais de Transbordo teriam a função de reorganizar o sistema, objetivando os roteiros, melhorando a frequência das linhas e estimulando o uso inteligente da frota. Assim teremos linhas que atendam a necessidade do usuário com maior rapidez, com o uso de roteiros mais expressos e frota racional.

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Em nossa ideia propomos a construção de um terminal de integração em cada macrorregião da cidade, por exemplo:

Terminal de Pirajá

Atendendo a São Caetano, Marechal Rondon, Pirajá, Conjunto Pirajá, Boa Vista do São Caetano, Capelinha do São Caetano, Valéria, Castelo Branco, Calabetão.

Terminal de Cajazeiras

Atendendo as Cajazeiras, Boca da Mata, Fazenda Grande, Palestina, Águas Claras.

Terminal da Rainha

Atendendo a Liberdade, Sieiro, Barbalho, Tamarineiro, Caixa D’Água, Cidade Nova, Pau Miúdo, IAPI, Santa Mônica, Pero Vaz

Terminal do Doron

Atendendo Doron, Narandiba, Engomadeira, Tancredo Neves, Arenoso

Terminal Acesso Norte

Atendendo Cabula, Resgate, Pernambués

Terminal da Ribeira

Atendendo a toda península Itapagipana

Terminal Barradão

Atendendo a Canabrava, Nova Brasília, Sete de Abril, Estrada Velha do Aeroporto

Terminal do Retiro

Atendendo ao Bom Juá, Fazenda Grande do Retiro, Alto do Peru, San Martin, São Gonçalo do Retiro.

E assim seguindo em cada macrorregião da capital baiana, de acordo com estudos sobre os movimentos da população de cada área da cidade, como a Suburbana e Orla Atlântica.

ESTRUTURA

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Um Terminal de ônibus com até 3 plataformas de embarque e desembarque, uma área de estacionamento para os coletivos e uma infraestrutura básica constituída de lanchonetes e posto de recarga do Salvador Card, assim poderia ser constituído os Terminais de cada macrorregião.

EM BREVE

Nas próximas semanas contextualizaremos onde e como os terminais de ônibus poderiam ser implantados, como as demandas poderiam ser atendidas de maneira mais rápida e melhorar a relação do cidadão de Salvador com o transporte público.

Por Gênesis Freitas, estudante de jornalismo e pesquisador em transportes.
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Artigo: Sobreposição de linhas torna o transporte coletivo de Salvador ineficiente

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Com uma frota de quase 3000 ônibus, o transporte coletivo urbano de Salvador está longe do ideal. A população exige mais coletivos e mais conforto nos ônibus, porém será que o ideal realmente é se acrescentar ônibus a realidade vivida atualmente? O Urbaianos através deste artigo mostra o problema e traz uma possível solução para esta realidade.

 

SOBREPOSIÇÃO DE LINHAS

Quantas linhas passantes em seu bairro ou que tenham origem de localidades próximas, fazem o mesmo itinerário e tem o mesmo destino final? Quantos desses itinerários fazem voltas para chegar ao seu destino final? É uma realidade comum em várias macrorregiões da cidade. Isso ao contrário daquilo que pode ser imaginado, ajuda a “precarizar” o serviço de transporte público por ônibus em Salvador. Vamos a um exemplo prático?

Ônibus da Plataforma Transportes operando a linha 0321 Marechal Rondon / Barra
Ônibus da Plataforma Transportes operando a linha 0321 Marechal Rondon / Barra

A macrorregião do São Caetano engloba os bairros do São Caetano, Boa Vista do São Caetano, Capelinha do São Caetano, Fazenda Grande do Retiro, Alto do Peru, Bom Juá e Marechal Rondon. Desses bairros adjacentes partem seis linhas que vão para a Barra com 38 coletivos, dois para o Campo Grande com 7 coletivos, quatro para a Estação da Lapa com 18 coletivos , três para a Pituba com 26 coletivos, dois para o Engenho Velho da Federação com 17 coletivos, cinco para a Barroquinha com 17 coletivos, duas para Brotas com 21 coletivos, uma para Itapuã com 8 coletivos, uma para Pernambués com 2 coletivos, uma para Patamares com 2 coletivos e uma para a Ribeira com 4 coletivos, mobilizando 159 coletivos em roteiros muito parecidos entre si. Isso sem contabilizar os coletivos originários de outras regiões e que passam pela macrorregião do São Caetano.

fotoMOBILE: Ônibus da Plataforma Transportes rodando a linha 0336 São Caetano / Engenho Velho da Federação
fotoMOBILE: Ônibus da Plataforma Transportes rodando a linha 0336 São Caetano / Engenho Velho da Federação

Dos 38 coletivos que seguem em direção ao bairro da Barra, 26 realizam o mesmo roteiro e se sobrepõem a partir do Largo do Tanque. São linhas com partida da Fazenda Grande do Retiro, Bom Juá e Marechal Rondon e que passam pela Calçada, Comercio, Ladeira da Montanha, Rua Carlos Gomes, Campo Grande e Hospital Português para chegar finalmente ao bairro da Barra. Esses 26 coletivos citados se sobrepõem a 17 coletivos que tem como destino o Engenho Velho da Federação e cinco que tem como destino o Campo Grande (além de dois coletivos que tem o Campo Grande como destino e segue um roteiro diferente das outras), por que realizam o mesmo itinerário até a praça mais famosa da capital baiana. Então é possível se concluir que temos 48 ônibus indo de uma macrorregião a outra diariamente mas será que isso se reflete na qualidade do serviço?

 

Esse excedente de coletivos passando pela mesma região evidencia alguns problemas que irão impactar diretamente no dia a dia do passageiro e dos operadores do coletivo, que são a demora para se chegar ao destino final e o tempo que o coletivo leva para fazer uma viagem completa Ida/Volta. Com o aumento da frota de carros particulares em Salvador não é mais admissível que para se chegar a um destino o passageiro do transporte público seja obrigado a passar em muitos outros lugares.

Terminais de transbordo como o de Mussurunga e o de Pirajá são as melhores soluções para a nossa realidade.
Terminais de transbordo como o de Mussurunga e o de Pirajá são as melhores soluções para a nossa realidade.

A solução na nossa visão é muito simples e não seria preciso copiar nenhum projeto implementado em qualquer outra cidade do mundo, os Terminais de Ônibus de Pirajá e de Mussurunga são bons exemplos a serem expandidos.

 

Acreditamos que em cada macrorregião da cidade deveria ser instalado um terminal de ônibus no mesmo esquema de transbordo utilizado em Pirajá e Mussurunga, objetivando roteiros e distribuindo de maneira mais justa a frota. Nas próximas semanas contextualizaremos onde e como os terminais de ônibus poderiam ser implantados, como as demandas poderiam ser atendidas de maneira mais rápida e melhorar a relação do cidadão de Salvador com o transporte público.

 

Por Gênesis Freitas, estudante de jornalismo e pesquisador em transportes.
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Transporte coletivo de Feira de Santana renasce depois de um 2015 de transformação

Com um Sistema Integrado de Transportes constituído de terminais de integração, a cidade de Feira de Santana sofreu durante alguns anos com serviços prestados pelas antigas viações, a 18 de Setembro e a Princesinha. Os contratos com as concessionárias se findaram e uma licitação precisou ser realizada para manter ou escolher as novas empresas operadoras do sistema. Neste processo entrou a Auto Viação São João e a Transportes Rosa, ambas com anos de atuação no estado de São Paulo. O Urbaianos conta o desenrolar dessa história.

Viação Princesinha e 18 de Setembro

Ambas as viações pertencentes ao Grupo Vale do Sol, operaram o SIT de Feira de Santana até agosto de 2015. As empresas se caracterizavam pela diversificada frota, constituída por coletivos oriundos de outras empresas do grupo e coletivos novos comprados pontualmente de acordo com a política de renovação de frota do município. Porém problemas internos fizeram com que as empresas prestassem um serviço muito criticado pelos moradores da Princesa do Sertão. A licitação iminentemente soprava contra as viações.

Da licitação a frota emergencial

As empresas operadoras até então, não conseguiram renovar seus contratos e processos contra a licitação foram abertos. Houve várias tentativas de não validar o contrato das vencedoras que foram em vão. A Princesinha e 18 de Setembro vinham absorvendo ônibus que operaram pelas empresas Barramar de Salvador, São Cristóvão/VCA de Aracaju decidiu paralisar suas atividades por não ter combustível para abastecer seus coletivos.

Frota Emergencial

Ha 11 dias do fim de seus contratos as empresas Princesinha e 18 de Setembro, paralisaram suas atividades, fazendo com que a segunda maior cidade do estado da Bahia ficasse dias sem transporte coletivo. O que obrigou a prefeitura de Feira de Santana a liberar os taxis, para que fizessem os populares “Ligeirinhos” e as vans do transporte complementar deixassem de alimentar os terminais e deslocassem para fazer as linhas Bairros/Centro, numa tentativa do poder público de minimizar o impacto da falta dos ônibus nas ruas. Junto as medidas a Prefeitura acionou as duas empresa vencedoras da licitação (Rosa Transportes e São João do Votorantim) a operar de forma emergencial por aproximadamente cinco meses. A Rosa Transportes trouxe da sua própria frota carros das cidades de Tatuí, Sorocaba e Itapetininga todas em São Paulo, completando a sua frota emergencial para a cidade com carros alugados na Sambaíba Transportes, a São João locou toda sua frota emergêncial trazendo carros da Sambaíba Transportes e VIP – Unidade M´Boi Mirim de São Paulo e da Transol e Axé Transportes de Salvador.

Um Novo Tempo

Sexta feira, 15 de janeiro de 2016 vai ficar marcado na história do transporte coletivo de Feira de Santana. Essa data marca o início de operação dos 272 veículos 0km, pertencente as empresas vencedoras da licitação. O BRT se encontra em construção, com conclusão prevista para início de 2017, ambos a ser explorados pela Rosa Transportes e São João. A data torna-se um marco para a cidade pois insere nas ruas 100% dos veículos 0km. A nova frota traz junto algumas mudanças, uma delas é a saída das vans alimentadoras, sendo substituídas por micros e Midis.

Nova Frota

Os novos veículos são equipados com elevador para deficientes físicos, itinerário eletrônico principal e auxiliar na dianteira, poltronas com almofadas e ventilação forçada. Todos receberam carrocerias da Caio Induscar como Apache Vip 4 (convencional, midi e alongado) e Foz (micro-ônibus) com os chassi Mercedes Benz OF1519 (midi), Volksbus 9-160 OD (micro), Mercedes-Benz OF1721 Bluetec5 (convencional e alongado) e Volksbus 17-230 OD (convencional e alongado).

Reportagem: Eleilton Oliveira

Finalização e Edição: Gênesis Freitas

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Cinco empresas atendem o sistema integrado de Aracaju

11863368_819468971481778_4691890611047283372_nPrestes a completar 30 anos de criação o SIT – Sistema Integrado de Transporte é 100% conectado, abrangendo uma área de 181.857 km² (IBGE 2015), englobando também os municípios da Região Metropolitana de Aracaju (Lei Complementar Nº 25, De 29 de Dezembro de 1995), os quais são eles: São Cristóvão com 86.979 habitantes, Nossa Senhora do Socorro com 177.344 habitantes e Barra dos Coqueiros com 28.677 habitantes (Dados IBGE 2015).

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Em Aracaju, o ônibus é o principal meio de transporte público utilizado por seus habitantes, mais de 600 mil numa das menores capitais do nordeste. Além do transporte público feito por ônibus, a cidade possui o serviço de táxi lotação, que representa um pequeno percentual se comparado a todo o sistema integrado de transporte coletivo da cidade e região metropolitana. Ainda como transporte público da região metropolitana, existe a locomoção por barco, que liga a cidade de Aracaju à Barra dos Coqueiros e vice versa, transporte popularmente conhecido como Tototó, que perdeu força no ano de 2006, quando foi inaugurada em setembro do mesmo ano a Ponte Construtor João Alves Filho, responsável por ligar Aracaju à Barra dos Coqueiros, assim o transporte de passageiros passou a ser realizado também por ônibus. Em 2007, o sistema integrado de transporte público coletivo de Aracaju passou a integrar uma nova cidade, a Barra dos Coqueiros, o qual já contemplava na época as cidade de Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão.

No ano de 2014 a frota de Aracaju passou por uma maciça renovação.
No ano de 2014 a frota de Aracaju passou por uma maciça renovação.

A integração do sistema é feita através de terminais, onde os passageiros podem descer de um coletivo e pegar qualquer outro sem a necessidade do pagamento de nova tarifa. Esses terminais são administrados pelas empresas de ônibus que operam o sistema. No total são oito terminais de integração, sendo que dois deles estão localizados em municípios da região metropolitana, sendo um no município de São Cristóvão e outro em Nossa Senhora do Socorro. Cerca de 100 linhas de ônibus compõem o sistema, na maioria integrada e cerca de 10 linhas que não são. A maioria das linhas levam tempo inferior à uma hora e meia para realizar a viagem completa, compreendendo percurso de ida e volta (sem considerar congestionamentos e bloqueios nas vias). Boa parte dos terminais possui estrutura física ultrapassada e ao longo dos anos receberam poucos investimentos do setor público. Boa parte desses terminais tem dificuldades em acomodar a frota e os passageiros que por eles circulam, principalmente nos horários de pico, congestionamentos para fazer o embarque e desembarque dos passageiros são cenas corriqueiras nos terminais Fernando Sávio (Centro), Distrito Industrial (DIA) e Terminal do Mercado. Além do problema de estrutura física, os terminais freqüentemente sofrem ações de vandalismo, invalidando qualquer melhoria feita pelo poder público.

Terminais de Integração:

Terminal Jornalista Fernando Sávio (Centro)

Data: Novembro/1989

Localização: Região Central de Aracaju

Empresa (grupo) que administra: Viação Progresso/Transporte Tropical/Viação Paraíso

Terminal Manoel Aguiar Menezes (Mercado)

Data: Janeiro/2000 (segunda versão)

Localização: Região Central de Aracaju

Empresa (grupo) que administra: Capital Transportes/Viação Modelo

Terminal Leonel Brizola é administrado pelas empresas: Progresso, Tropical e Paraíso.
Terminal Leonel Brizola é administrado pelas empresas: Progresso, Tropical e Paraíso.

Terminal Leonel Brizola (Rodoviária Nova)

Data: Julho/2007 (segunda versão)

Localização: Região oeste de Aracaju, anexo ao terminal rodoviário interestadual/intermunicipal.

Empresa (grupo) que administra: Viação Progresso/Transporte Tropical/Viação Paraíso

Terminal DIA
Terminal DIA é administrado pela Viação Atalaia.

Terminal Distrito Industrial de Aracaju (DIA)

Data: Abril/1987

Localização: Bairro de mesmo nome

Empresa (grupo) que administra: Viação Atalaia

Terminal Maracaju

Data: Abril/1987

Localização: Região norte de Aracaju, Bairro Santos Dumont

Empresa (grupo) que administra: Capital Transportes/Viação Modelo

Terminal Minervino Fontes (Zona Sul)

Data: Março/1990

Localização: Região sul de Aracaju (Orla de Atalaia)

Empresa (grupo) que administra: Viação Atalaia

Terminal Governador Albano Franco (Campus)

Localização: Anexo ao Campus da Universidade Federal de Sergipe em São Cristóvão

Empresa (grupo) que administra: Viação Progresso/Transporte Tropical/Viação Paraíso

Terminal Conjunto Marcos Freire

Localização: Rótula entre os Conjuntos Marcos Freire I e II em Nossa Senhora do Socorro

Empresa (grupo) que administra: Viação Atalaia

EMPRESAS OPERADORAS

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Com a falta de licitação pública, três grupos exploram o sistema de transporte através de autorização da prefeitura, onde esses três grupos se desmembram em sete viações, que são elas:

Grupo Progresso: Viação Progresso (1985), Transporte Tropical (2004) e Auto Viação Paraíso (2014); Grupo Modelo: Viação Halley (1986), Viação Modelo (2008) e Capital Transportes (2014); Viação Atalaia (2013).

Com pouco mais de 550 veículos na frota, o sistema é composto em sua maioria por veículos tipo convencional, onde cerca de 15% da frota é composta por veículos tipo micro ou midi e os veículos articulados não chegam a 5%. Os carros equipados com elevadores representam cerca de 75% da frota. Com relação a idade dos veículos presentes no sistema, por volta de 50% possui idade inferior à cinco anos e em torno de 14% tem idade superior a 10 anos.

Frota com mais 10anos
Parte da frota de Aracaju tem mais de 10 anos em operação.

Como não há licitação que determine deveres e obrigações tanto do poder público quanto das empresas, não há uma padronização sobre que tipos de veículos que podem ser incorporados ao sistema, quantidade de portas, números de passageiros sentados por tipo de veículo, idade mínima para veículos semi-novos, itens de conforto para o usuário (ar-condicionado), entre outras coisas. Atualmente a frota é composta em sua totalidade por ônibus de motorização dianteira, ônibus esses que oferecem menos conforto ao passageiro, e que oferecem menores custos de operação as empresas. Existe tramitando na Câmara dos Deputados projeto de criação de um consorcio Metropolitano que irá gerenciar todo sistema, sendo esse consorcio liderado por Aracaju, e que só depois deste consorcio que se poderá fazer a licitação do transporte da região metropolitana de Aracaju.

Ônibus articulado do padrão BRT foi apresentado em Aracaju.
Ônibus articulado do padrão BRT foi apresentado em Aracaju.

Hoje o principal problema do Sistema Integrado de Transporte de Aracaju é a estrutura do sistema, investimentos reais nos terminais de integração com a reformulação da estrutura física de pelo menos 05 dos 08 existentes, melhoria das avenidas que servem de corredores de transporte, melhoria no tipo de frota e re-organização de diversas linhas que muitas vezes se sobrepõem ao trajeto de outras em cerca de 70% ou mais. Em termos de melhorias na estrutura do sistema, a prefeitura de Aracaju pretende implantar na cidade o BRT, mas até agora pouco se viu em obras para que o sistema de ônibus de transito rápido seja implantado.

Viação Atalaia é responsável pela frota mais nova da capital de Sergipe.
Viação Atalaia é responsável pela frota mais nova da capital de Sergipe.

Além dos problemas de infra-estrutura, região metropolitana de Aracaju como em qualquer outra também sofre bastante com as constantes ondas de assalto e arrastões nos coletivos e terminais do sistema, onde rodoviários estão fazendo coleção de boletins de ocorrência já que em muitos casos eles são assaltados mais de uma vez por dia. Em 2015, foram registrados mais de 1100 assaltos ao transporte coletivo na Grande Aracaju, com o registro de duas mortes em dois assaltos.

Viação Modelo pertence ao grupo cearense Fretcar.
Viação Modelo pertence ao grupo cearense Fretcar.

A tarifa atual é de R$ 3,10, a qual deve vigorar por todo o ano de 2016, considerada por muitos uma tarifa cara. No sistema a tarifa é única, independente do seu deslocamento como ocorrem em outras regiões a exemplo de Região Metropolitana do Recife que há quatro tipos de tarifas. Movimentos sociais estão tentando reverter o aumento da tarifa através do Veto Popular(previsto na Lei Orgânica do Município de Aracaju, aprovada em 2002), onde necessitarão de 20.000 assinaturas, para que possa ser apresentado à Câmara de Vereadores que deverá votá-lo na sessão seguinte e somente será rejeitado por maioria absoluta.

Texto: Silvanio Oliveira e Franca Neto

Agradecimentos: CFO-Sergipe

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PLATAFORMA TRANSPORTES: 242 novos ônibus em um ano

Responsável por atender a Bacia A de Salvador que engloba o Suburbio Ferroviário, Península Itapagipana, São Caetano, Pirajá, Cidade Nova e Caixa D’água, a Plataforma Transportes em um ano de operação colocou em operação 242 novos ônibus, além de outros 40 ônibus seminovos fabricados entre os anos de 2012 e 2013 que operavam pela Expresso Metropolitano. Dos novos coletivos adquiridos foram 10 do modelo de microonibus Comil Piá com o chassi MAN-Volksbus 9-160 OD, mais 232 ônibus alongados com a carroceria Comil Svelto e chassi MAN-Volksbus 17-230 OD Automatizado. No que se refere a adaptação da frota remanescente na empresa, a Plataforma avança rumo abril 2016.

Confiram nas galerias os coletivos trazidos pela Plataforma Transportes em 2015:

242 COMIL SVELTO 2012 MAN-VOLKSBUS 17-230 OD AUTOMATIZADO

10 COMIL PIÁ MAN-VOLKSBUS 9-160 OD

Quando o assunto é adaptação da frota remanescente a empresa apresenta alguns avanços. Já adaptou quase todos os ônibus fabricados 2014, restando algumas unidades deste ano na Unidade Boa Viagem. A prioridade são os veículos fabricados entre os anos de 2010 e 2013. Todos os coletivos dos anos 2012 e 2013 que pertencem a Unidade Axé já foram adaptados. Unidade Praia Grande prioriza ônibus alongados. Confiram em nossa galeria:

 

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OPINIÃO: Metrô nos trilhos, não era sem tempo

 

O metrô finalmente chegou a Estação Pirajá, depois de quase duas décadas de obras paralisadas. Nos trilhos do nosso Metrô não faltou histórias de superfaturamento, beneficiamento de empreiteiros e políticos. O município evidentemente não tinha condições de levar a frente o projeto.

Os anos passaram, as cobranças da população quanto ao início das operações do nosso metrô ficou mais intenso e uma satisfação tinha de se dar ao povo depois de tanto dinheiro gasto. O projeto começou no Governo de Antônio Imbassahy e passou até a gestão de João Henrique, sem o devido caminhar, desembocou em ACM Neto que vendo a ineficiência do município em dar um andamento ao projeto, repassou o sistema metroviário e o trem do subúrbio para o governo do estado.

O governo de Jacques Wagner, conseguiu fazer o projeto andar com o apoio da CCR, empresa que venceu concorrência e faz parte da PPP do Metrô, com recursos do próprio estado e da união. Rui Costa, substituto eleito de Jacques Wagner, deu prosseguimento ao projeto e finalizou hoje e em carater experimental o percurso entre a Estação da Lapa e a Estação Pirajá.

Finalmente o Metrô conseguiu entrar nos trilhos de toda a extensão prevista pelo projeto original da linha 1. Para ela agora falta complementa-lo até Águas Claras. Do outro lado mas nem tão distante a linha 2 do metrô ganha forma e logo estará atendendo a população.

Independente de quem seja o responsável pela entrada em funcionamento do sistema metroviário, não é momento para se agradecer o município, o estado ou a união. Concluir esta obra é uma obrigação, assim como todas as benfeitorias que são construídas para melhorar a vida do cidadão.

O povo não deve votar no candidato do Metrô, nem da Orla, nem da Bolsa. O cidadão no próximo ano deve se atentar ao candidato que melhor representará seus interesses.

Gênesis Freitas

Editor

URBAIANOS – O Futuro se faz do Agora

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CSN Transportes: Primeiro ano 228 novos ônibus

Operando 166 linhas da Bacia C, a Concessionária Salvador Norte mais conhecida como CSN Transportes, trouxe em seu primeiro ano de operação 228 novos coletivos. Foram 40 coletivos com a carroceria Comil Svelto 2012 e chassi MAN-Volksbus 17-230 OD Automatizado, 141 unidades com a carroceria Marcopolo Torino 2007 com os chassi Mercedes-Benz OF1724, Volksbus 17-230 OD Manual e 17-230 OD Automatizado e 47 unidades com a carroceria Marcopolo Torino 2014  com o chassi Mercedes-Benz OF1724 Automatizado. De Salvador, a CSN Transportes é a que tem a frota mais variada em termos de carroceria e motorização, graças a união de empresas de empresas de gestões diferentes. Parte de sua frota já foi adequada.

Confiram nas galerias os coletivos trazidos pela CSN Transportes em 2015:

40 COMIL SVELTO 2012 MAN-VOLKSBUS 17-230 OD AUTOMATIZADO

141 MARCOPOLO TORINO 2007 MERCEDES-BENZ OF1724 / MAN-VOLKSBUS 17-230 OD AUTOMATIZADO e Manual

47 MARCOPOLO TORINO 2014 MERCEDES-BENZ OF1724 AUTOMATIZADO

No que se refere a adaptação da frota remanescente das empresas formadoras a CSN já adaptou veículos de todos os modelos disponibilizados em sua frota.