Especial

4 ANOS SEM BARRAMAR: A história da empresa que marcou o transporte coletivo de Salvador

A história do grupo sergipano Bonfim no Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus de Salvador foi iniciada no ano de 1994, quando a Prefeitura da capital baiana licitou as linhas da então recém inaugurada Estação Pirajá.

A concorrência foi montada no período em que as empresas que se encontravam no sistema não acreditavam no modelo de transbordo aplicado na Estação Pirajá. A Viação São Pedro se destacou em meio as concorrentes e conquistou o contrato de operação das linhas do terminal.

IMG_0449

A partir daí começou a ser implantada em Salvador uma das mais lembradas empresas operadoras do sistema soteropolitano. A Viação São Pedro chegou a cidade implantando novos padrões operacionais, sendo pioneira em muitas ações hoje comuns a todas as empresas, como a questão do fardamento dos seus funcionários. Os primeiros veículos trazidos eram novos ou remanejados de sua matriz sergipana.

IMG_2091

A viação cresceu bastante até que em 1997 passou por uma cisão parcial, que criou a Viação Senhor do Bonfim, mais conhecida como Barramar. O nome foi escolhido para homenagear uma das maiores paixões do soteropolitano, que é a praia da Barra e suas águas famosas por todo o mundo.

Enquanto a Barramar funcionava em uma garagem no bairro do Retiro, a empresa mãe, São Pedro, mantinha uma grande estrutura no bairro de Pirajá. A operação conjunta das duas empresas durou até o ano de 2004, quando a Viação São Pedro foi absorvida completamente pela Barramar.

Assim a Barramar tornou-se uma das maiores operadoras com forte atuação na Estação Pirajá e linhas em quase todas as áreas de Salvador.

PIONEIRISMO

Este slideshow necessita de JavaScript.

A palavra pioneirismo sempre esteve atrelado aos trabalhos desenvolvidos pela Viação Barramar. A empresa foi a primeira da cidade a monitorar toda a sua frota através de GPS, a disponibilizar informações sobre a chegada dos veículos através da plataforma web BUS-U e implantar wifi em seus veículos. A empresa foi a primeira a adquirir ônibus com chassi trucado, com maior capacidade de passageiros, a implantar novos produtos do mercado de transporte, como ônibus com carrocerias Mascarello e Neobus e os chassi Iveco e Volvo.

 

AR CONDICIONADO

A Viação São Pedro ao assumir a linha 1006 Itapuã / São Joaquim resolveu elevar o padrão de operação da linha. Para isso a empresa adquiriu 4 ônibus com motorização traseira equipados com ar-condicionado, oriundos da Viação Planeta. Os ônibus com carroceria Marcopolo Viale e chassi Mercedes-Benz OH1628 operaram nesta linha até que o dispositivo foi desativado. Esses veículos com a marca da Barramar operaram em linhas como 1313 Estação Pirajá / Lapa e 1501 Conjunto Pirajá 1 / Campo Grande – Barra.

IMPORTÂNCIA

Apenas na Estação Pirajá operavam mais de 120 ônibus da empresa, chegando a bater barreira de transportar mais de 1 milhão de passageiros por mês. Em todos os cantos da cidade já foi possível andar nos ônibus da viação, do subúrbio ferroviário a orla a Barramar se fez presente.

Tirando as linhas que partem da Estação Pirajá, as principais linhas da Barramar eram: 1514 Conjunto Pirajá 1 / Engenho Velho da Federação (Hoje com o código 1511 e é operada pela Plataforma Transportes), 1201 Tancredo Neves / Barra (Hoje com o código 1211 e é operada pela OT Trans) e 1431 Boca da Mata / Lapa – Barra (Hoje com o código 1413 e é operada pela OT Trans). Nesses roteiros os investimentos em renovação de frota eram constantes.

FROTA:

EVOLUÇÃO DE SUA MARCA

Logo antigoO logotipo com os salientes riscos embaixo do nome Barramar e na lateral dos carros era uma referência as águas.

 

logo newEm 2011 a empresa resolveu mudar radicalmente a maneira de se identificar com o seu passageiro, para isto investiu numa nova identidade visual e em um novo logotipo. As referencias do logotipo antigo continuaram e ganharam o farol da Barra para formar o conjunto. O novo logotipo ainda convive com o primeiro criado na sua inauguração.

ENCERRAMENTO

Muito foi especulado pela imprensa soteropolitana sobre o encerramento das operações da Barramar em 2014, até que o fechamento da empresa realmente aconteceu no dia 1 de junho de 2014.

Neste período o Brasil vivia a expectativa pelo início da Copa do Mundo, uma licitação das linhas promovida pelo prefeito ACM Neto estava prestes a ter os ganhadores divulgados e uma crise havia se instalado nas empresas do grupo Bonfim no estado de Sergipe.

A Barramar permanece viva na memória dos passageiros que utilizavam os seus serviços e especialmente dos operadores e funcionários.

Anúncios
Notícias

Linhas horárias do CAB são extintas

Responsáveis por levar os funcionários do estado as autarquias localizadas no Centro Administrativo da Bahia (CAB), a operação das linhas horárias foram encerradas na manhã desta terça-feira (23). A extinção desses roteiros ocorreram no mesmo dia em que foram inauguradas as estações Pernambués, Imbuí, CAB e Pituaçu da linha 2 do metrô. Não houve prévio aviso das mudanças e pegou muitos usuários de surpresa.

Com isso quem reside em áreas mais distantes do Centro Administrativo, como é o caso dos moradores do bairro de Mirantes de Periperi, por exemplo, reclamam que não foram informados da mudança, como é o caso de Rafael Conceição: “Eu pegava o Mirantes x CAB no fim da tarde e chegava no Extra Paralela em mais ou mesmo uma hora, imagine o malabarismo agora pra chegar lá, passar por aquele Iguatemi terrível”, destacou.

10295
Foto: Rodrigo Vieira

Com o início das operações das novas estações de metrô na Avenida Paralela é possível se acessar o CAB através de integrações com roteiros alternativos. O maior problema encontrado pelos usuários hoje em dia está na falta de roteiros rápidos que integrem com o sistema metroviário.

Quem reside na Avenida Suburbana e tem algum problema a resolver no Centro Administrativo, com a falta de linhas integradas ao metrô, tem como única opção ir até a Estação da Lapa e lá integrar com a linha 1 do metrô. Muitas vezes o roteiro dos bairros a Lapa chegam a demorar mais 1h para chegar ao destino.

CAB CIRCULAR é extinta e duas novas linhas circulares começam a operar

1495627969WhatsApp_Image_20170524_at_09.00.47
Foto: Manu Dias (SECOM/BA)

A linha C006 CAB CIRCULAR operada pela OT Trans foi extinta e substituída por duas novas linhas circulares operadas pela Asabela. O governador do estado Rui Costa foi trabalhar na manhã desta quarta-feira (23) de metrô e declarou que os ônibus devem seguir o padrão de conforto: “Vamos melhorar porque o ônibus tem que ter ar condicionado. Vendo a qualidade do metrô, as pessoas precisam ter mais qualidade no ônibus também, além de melhorar acessibilidade nos pontos de ônibus para ficar no mesmo padrão do metrô no acesso ao CAB”, enfatizou Rui.

Notícias

Duas linhas gratuitas integram o CAB à linha 2 do metrô

Integrar a linha 2 do metrô com a grande gama de serviços e órgãos do Centro Administrativo da Bahia (CAB), sem precisar desembolsar nada por isso. É com este objetivo que começou a operar na manhã desta terça-feira (23), duas novas linhas circulares pelo CAB, operadas pela Asabela Transportes.

Os roteiros criados, nasceram com o intuito de dinamizar os deslocamentos no centro administrativo, levando em consideração o atendimento de todas avenidas e sua integração com as Estações CAB e Pituaçu do metrô. Para isto as novas linhas são atendidas por 2 ônibus cada, com intervalos de 10 a 15 minutos entre uma partida e outra.

Se ligue nos roteiros:

Integração Metrô / CAB 1

Companhia Baiana de Pesquisas Minerais (4° Avenida); Secretaria de Educação / Tribunal de Justiça / Ministério Público  (5° Avenida);  Procuradoria Geral do Estado / Governadoria (3° Avenida – Retorno no Bolívar); Secretaria de Planejamento / Companhia de Desenvolvimento Rural / Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional ( 2° Avenida), Monumento do CAB, Balança, Assembléia Legislativa da Bahia (1° Avenida), 5° Avenida; Secretaria de Saúde, Embasa, Secretaria de Agricultura, Juizado Especial Federal (4° Avenida).

Integração Metrô / CAB 2

Bolívar; Secretaria de Planejamento / Companhia de Desenvolvimento Rural / Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (2° Avenida); Monumento do CAB, Balança, Assembléia Legislativa da Bahia (1° Avenida); 5° Avenida; Secretaria de Saúde, Embasa, Secretaria de Agricultura, Juizado Especial Federal (4° Avenida); Retorno na Passarela de Pituaçu-CBPM; Retorno em frente ao Inema; Secretaria de Educação / Tribunal de Justiça / Ministério Público (5° Avenida); 3° Avenida.

c1521d7d-371d-40b1-8dc1-68772e9d29b4
Veículo da Asabela que atualmente está sendo utilizado pelas novas linhas de Integração do CAB.

Linhas Horárias:

Com o início das operações das Estações do Metrô em Pituaçu e no CAB, as linhas de ônibus horárias que partiam de diversos bairros da cidade, deixaram de operar na manhã de hoje. Com isto o acesso ao CAB poderá ser feito pela linha 2 do metrô, através da Integração aberta com os coletivos de Salvador e da Região Metropolitana. Paara aproveitar esses benefícios a pessoa deverá ter em mãos os cartões do Salvador Card, Metropasse ou da CCR Metrô Bahia.

foto: SECOM/BA

Texto: Gênesis Freitas – Urbaianos

Notícias

Metrô na Paralela entra em operação nesta terça-feira até Pituaçu

Reprodução de Notícia – SECOM/BA

O governador Rui Costa anunciou que as quatro novas estações da Linha 2 do metrô entram em operação comercial nesta terça-feira (23). A partir das 5h, estarão abertas à disposição da população as estações Pernambués, Imbuí, CAB e Pituaçu. “Estamos colocando em funcionamento mais um trecho do terceiro maior metrô do Brasil, que chegará a 42 quilômetros. Muito em breve, chegaremos até o Aeroporto”, afirmou o governador em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação (Secom).

A Linha 2 está em operação desde dezembro de 2016 entre Acesso Norte 2 e Rodoviária. Com as quatro novas estações, o trajeto entre Acesso Norte 2 e Pituaçu, com 8,3 quilômetros, pode ser percorrido em apenas 12 minutos, em um equipamento que oferece conforto, ar-condicionado e segurança ao usuário.

O funcionamento das novas estações ocorre menos de dois anos após o governador Rui Costa assinar a ordem de serviço que autorizou o início das obras da Linha 2. Junto com a Linha 1, o metrô – maior obra de mobilidade urbana em execução no Brasil – já transportou mais de 32 milhões de pessoas desde 2014. Atualmente, a média é de 92 mil usuários por dia. A expectativa é passar a receber 180 mil usuários por dia, com a entrada do trecho até Pituaçu.

Estações mais modernas

Estação de metrô de Pituaçu

Foto: Carol Garcia/GOVBA

Os usuários terão acesso às estações Pernambués e Pituaçu por novas passarelas de acesso. Já Imbuí e CAB têm as passarelas existentes requalificadas. Todas possuem piso tátil e câmeras de monitoramento. O projeto arquitetônico das novas foi premiado, em 2016, em evento bianual da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA).

A Estação Pituaçu do metrô, com obra iniciada em novembro de 2015, é a maior da Linha 2 na Avenida Paralela, com área total de 12.151 metros quadrados. A estação terá 14 bloqueios e mais dois exclusivos para pessoas com deficiência, quatro escadas rolantes e seis escadas fixas.

Integrado à Estação Pituaçu, está sendo construído o Terminal de Integração Pituaçu, com capacidade para receber 140 ônibus por hora. Atualmente, está com 80% da estrutura metálica concluída e em execução das lajes de concreto e pilares do viaduto de acesso ao estacionamento, com previsão de conclusão em setembro.

Outros terminais de ônibus integrados à Linha 2 são: Rodoviária Norte, que está em reforma, na fase de substituição da cobertura, e Mussurunga, também passando por requalificação, em fase de execução da cobertura.

Novos trens

Estação de metrô de Pituaçu

Foto: Carol Garcia/GOVBA

Com o novo trecho, foram acrescentados novos trens à frota operacional. Agora são 16 no total, cada um com capacidade para até 1 mil passageiros, com intervalos de 5 minutos na Linha 2 e 4 minutos e 40 segundos na Linha 1, nos horários de pico. Assim, o usuário tem menos tempo de espera nas plataformas e maior conforto nas viagens.

Ambas as linhas funcionam das 5h à meia-noite, inclusive em feriados e nos finais de semana, com cobrança de tarifa – R$ 3,60. No metrô, o usuário pode utilizar o cartão da CCR Metrô Bahia, o SalvadorCARD e o Metropasse. O usuário que embarcar nas estações Lapa ou Pirajá com destino à Estação Pituaçu fará o trajeto em cerca de 20 minutos.

Cerca de 5,3 mil colaboradores diretos, indiretos e terceiros trabalham nas obras e na operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

Paisagismo renovado

Estação de metrô de Pituaçu

Foto: Carol Garcia/GOVBA

Com as obras complementares da implantação do metrô, a Avenida Paralela terá conceito de via expressa, com eliminação de semáforos, três novos viadutos de retornos e vias marginais para facilitar o acesso dos veículos e garantir maior segurança aos motoristas. Contando com os retornos elevados já existentes na Avenida Paralela, os motoristas terão um total de 14 pontos para retorno, otimizando o tráfego na via.

Ao longo da Linha 2, no canteiro central e no entorno da Avenida Paralela, cerca de 6 mil árvores serão plantadas – volume três vezes maior do que havia antes das obras. As lagoas artificiais de Imbuí e Flamboyant serão totalmente recuperadas. Serão construídos 12 quilômetros de ciclovia e pista de caminhada, que estão em fase final de execução até a região da Estação Pituaçu e em fase de terraplanagem de Pituaçu até Mussurunga.

Atualmente, 98% do projeto paisagístico entre a passarela do Hospital Sarah Kubitschek e a Estação CAB já foi implantado; entre a Estação CAB e a Estação Pituaçu o percentual de implantação já ultrapassa 50%. São 41 trabalhadores diretos cuidando do paisagismo nesse trecho inicial. Entre a passarela do Hospital Sarah Kubitschek e a Estação CAB a implantação do paisagismo está concluída com 824 árvores e mais de 59 mil arbustos, principalmente espécies da Mata Atlântica, como as palmeiras Pescoço Marrom, Imperial, Licuricoba e Washingtonia, além de Aroeira Salsa, Pau-Ferro e outras.

Fotos: Carol Garcia/GOVBA

Especial, Feira de Santana

Frota nova e tarifa diferenciada distanciam o transporte praticado em Feira de Santana para o de Salvador

Três terminais de transbordo, duas empresas de ônibus urbano e a maior população do interior da Bahia. O sistema de transporte público em Feira de Santana reúne inúmeros ingredientes, que faz da cidade diferente em vários aspectos da capital baiana. O que há diferente na dinâmica feirense? Descubra agora.

Sistema Integrado de Transportes (SIT)

IMG_8428
Plataforma B do Terminal Central de Feira de Santana.

O transporte público em Feira de Santana é baseado na integração fechada através dos terminais de transbordo. Para se deslocar para qualquer ponto da cidade, que não esteja dentro do itinerário da linha de ônibus utilizada, será necessário dar uma passada em um dos três terminais: Norte, Sul e o Central. O terminal Norte e Sul integram com os bairros de suas respectivas regiões, enquanto o Terminal Central realiza a integração de toda a cidade.

IMG_8431

Se em Feira de Santana o sistema é baseado neste modelo por completo, em Salvador temos a possibilidade da integração aberta através do Salvador Card ou da integração fechada através da Estação Pirajá e Mussurunga. Os feirenses tem acesso ao cartão Via Feira que dá direito a meia passagem para os estudantes, acesso livre para idosos, desconto na tarifa convencional para os usuários do Vale Transporte e do cartão Social.

Licitação

O serviço de ônibus urbano em Feira de Santana foi licitado em 2015, um ano depois que uma concorrência com a mesma finalidade foi realizada em Salvador. Se na capital a licitação foi vencida por empresas formadas por Sócios com Propósito Específico (SPE) oriundos das antigas viações, em Feira de Santana chegaram dois grupos paulistas: Rosa Turismo e São João.

Na capital baiana é possível acompanhar o aproveitamento de parte da frota das antigas operadoras, enquanto em Feira de Santana as novas operadoras trouxeram ônibus completamente novos. Os coletivos em Feira de Santana são equipados com equipamentos de acessibilidade, itinerários eletrônicos, janelas com vidros fumês e poltronas injetadas com estofamento de alto conforto.

Tarifa

IMG_8386

Para andar de ônibus em Feira de Santana é necessário desembolsar R$3,65. Os usuários do cartão Via Feira paga a tarifa de R$3,32. Em Salvador a tarifa de R$3,60 é válida para quem utiliza o Salvador Card ou paga sua passagem com dinheiro. Em Feira de Santana é possível realizar a integração com outro ônibus em um intervalo de até 1hora. Em Salvador esse tempo de integração chega a 2horas.

Espaço Livre

Enquanto linhas bairro-centro perdem ônibus, roteiros com partida da Estação Pirajá ganham reforço

Idealizado para ser um hub de ligação entre os populosos bairros da região do miolo e de Pirajá, a Estação Pirajá tem tido sua frota reforçada nos últimos meses. Apenas nos roteiros que partem do terminal houve um acréscimo de 29 coletivos. O funcionamento pleno da linha 1 do metrô (LAPA – PIRAJÁ) é considerado um dos maiores motivadores das mudanças.

Se por um lado as linhas com partida da Estação Pirajá tiveram as suas frotas reforçadas, muitos roteiros diretos entre os populosos bairros do miolo e o centro da cidade estão sofrendo com a diminuição de frota ou com a extinção de linhas. No bairro de Castelo Branco, por exemplo, haviam 33 ônibus operando itinerários até a Estação da Lapa, Terminal da Barroquinha, Campo Grande e Pituba, hoje são 28 coletivos.

img_8050

O destino que perdeu mais ônibus com partida da região administrativa do Pau da Lima é a Estação da Lapa. Hoje são 54 coletivos ante os 61 de outubro de 2016. Único destino da região a ganhar ônibus foi o Campo Grande, hoje são 26 coletivos contra 23 do ano passado.

Enquanto isto roteiros da Estação Pirajá com destino ao CAB, Cajazeiras 6-7, Barroquinha, Águas Claras, Fazenda Grande 1-2, Barra 1, Barra 2, Barra 3, Ribeira, Fazenda Grande 3-2, Fazenda Grande 2-3, Itapuã, Coração de Maria, Nova Brasília – Jardim Nova Esperança tiveram o reforço de 29 coletivos. O objetivo é estimular o transbordo, a integração com o metrô ou o uso mais intenso das integrações através do Salvador Card.

Confira levantamento feito pela equipe do Portal Transporte Em Debate

021217_2344_anlisetedo5

021217_2344_anlisetedo4

Notícias

Brasil deve adotar estratégias em prol do transporte coletivo para cumprir acordo de Paris

Reprodução de Notícia do Diário do Transporte

O Ministério do Meio Ambiente recebe até o dia 15 de março de 2017 comentários e sugestões para a elaboração do documento definitivo das Contribuições Nacionalmente Determinadas – NDCs (sigla em inglês), uma exigência para o cumprimento do acordo de Paris, assinado no ano passado por 190 países, que visa reduzir as emissões de poluentes em todo o planeta. O Brasil se comprometeu a reduzir em até 37% a emissão de GEE- Gases de Efeito Estufa até 2025, na comparação com 2005.

Entidades interessadas em apresentar comentários sobre o documento-base podem encaminhá-los por meio do formulário disponível, enviando-o preenchido para o endereço eletrônico: ndcdobrasil@mma.gov.br.

O documento pode ser consultado no site do Ministério: http://www.mma.gov.br/

Uma das grandes preocupações no mundo é em relação ao transporte, tanto de carga como de passageiros.

De acordo com o documento base, os transportes são responsáveis por 46% das emissões do setor de energia no Brasil.

O grande problema está em relação ao transporte motorizado individual de passageiros que tem participação de 77% do total de emissões nos deslocamentos de pessoas.

Cada passageiro de automóvel ocupa em torno de oito vezes mais espaço nas vias públicas do que o passageiro de ônibus e polui nesta mesma proporção.

Os transportes coletivos representam 23% do total de emissões de poluentes nos deslocamentos de passageiros. O número poderia ser ainda menor caso fossem adotadas tecnologias não poluentes; no caso dos ônibus, a adoção de trólebus e modelos elétricos à bateria, e, de uma forma geral, a ampliação da malha metroferroviária.

O documento divide o setor de transportes nos itens: veículos leves; veículos pesados; aviação e mobilidade urbana.

No caso dos veículos leves, uma das propostas é o estímulo à inovação e à eficiência energética para os novos modelos. O programa Inovar-Auto, adotado no país em 2012, é citado como uma das alternativas que precisam ser melhoradas.  Caso haja um aumento de produtividade da cadeia automotiva e ganhos de eficiência, poderia surgir um potencial de redução de 39,55 MtCO2e  – tonelada métrica de dióxido de carbono equivalente, o que significa, 51% do emitido por veículos leves em 2012.

Já os veículos pesados estão entre os grandes vilões de emissão de dióxido de carbono.

De acordo com o documento, ônibus e caminhões representam em torno de 4% da frota nacional de veículos, mas respondem por 50% da emissão de dióxido de carbono, principalmente no caso dos caminhões. Entre as ações esperadas estão a capacitação de motoristas para condução econômica, instalação de equipamentos para melhorar a eficiência energética e a renovação da frota. Com isso, seria possível reduzir as emissões em 21,81 Mt ou 22 % do total emitido pelos veículos pesados , o que representa 11% do total dos veículos em geral.

Programas como o Despoluir, da CNT – Confederação Nacional do Transporte, que atua junto com empresários de ônibus, caminhões e autônomos, é citado como um exemplo que poderia ser ampliado.

No entanto, uma das principais medidas sugeridas é o Planejamento Urbano.

Por isso, é necessária a coordenação das exigências da Política Nacional de Mobilidade Urbana com a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

Governos municipais, estaduais e Federal devem assumir suas responsabilidades, mas sempre agindo de forma conjunta, ou seja, uma ação complementando a outra.

Nesse aspecto, o conceito de Região Metropolitana é fundamental para o cumprimento dos objetivos climáticos brasileiros.

O Programa de Mobilidade Urbana de Baixo Carbono em Grandes Cidades idealizada pelo Ministério das Cidades, BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e IEE – Instituto de Energia e Meio Ambiente é apontado no documento como suporte do Governo Federal para que estados e municípios atuem de forma a oferecer mobilidade com qualidade e respeito ao meio ambiente.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Notícias

Prefeitura inicia venda de bilhetes para linhas exclusivas dos circuitos da folia

Com informações da Semob

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), inicia nesta terça-feira (7) a venda de bilhetes para o Expresso Carnaval. O serviço oferece linhas exclusivas de ônibus para conduzir os foliões aos circuitos da folia, com segurança e comodidade. Cada bilhete custa R$ 25, sendo R$5 do cartão, que pode ser recarregado e utilizado por uma família inteira. Ou seja, a partir da segunda viagem, o trecho ida e volta passa a custar R$20. O bilhete já está disponível nos postos de venda instalados no Salvador Shopping (Piso L1) e no Salvador Norte Shopping (Espaço Cliente – Piso L1).

Os locais, assim como os estandes localizados no Shopping Barra e na sede da Transalvador, nos Barris, também funcionam como postos de informações sobre os esquemas de trânsito e transporte montados para o Carnaval. Nos locais, são feitas ainda entregas das credenciais de trânsito a moradores do entorno dos circuitos, empresas e órgãos públicos relacionados com a organização da festa.

Os usuários do sistema especial montado para a folia poderão deixar os veículos estacionados nos próprios estabelecimentos comerciais, enquanto seguem para os circuitos oficiais. A medida mantém o automóvel em segurança e, consequentemente, garante uma diversão despreocupada no Carnaval para o folião. Nesse caso, não é cobrada tarifa de estacionamento.

“É um serviço de sucesso e com experiências bem sucedidas em 2015, quando 20 mil pessoas foram atendidas. No ano passado, realizou o traslado de 50 mil passageiros. A meta para 2017 é dobrar este número, alcançando 100 mil usuários. Esse tipo de serviço contribui para a melhora da mobilidade na cidade e o usuário passa a ter mais conforto e segurança”, explica o titular da Semob, Fábio Mota.

Funcionamento – Entre os dias 23 e 28 de fevereiro, 55 ônibus estarão à disposição da população, entre 13h e 6h, com saídas a cada 15 minutos para levar e trazer as pessoas aos circuitos de forma contínua. As linhas sairão do Salvador Shopping e Salvador Norte Shopping com destino aos Barris (Centro), Barra e Ondina, sem paradas no percurso.

“O mesmo cartão pode ser utilizado para conduzir diversas pessoas, contanto que seja realizada a recarga compatível com o número de usuários”, diz Mota, lembrando que um único cartão de acesso pode ser abastecido com múltiplas cargas de R$ 10 (cada trecho, ida ou volta) e compartilhado com outros usuários. Além disso, a aquisição do cartão permite estacionamento do veículo em um dos shoppings, sem custo adicional.

Trânsito Livre – Além da venda do Expresso Carnaval, o Salvador Shopping também funcionará como ponto exclusivo para entrega de credenciais de trânsito a moradores do entorno dos circuitos, empresas e órgãos públicos relacionados com a organização da festa.  Ao todo estão sendo distribuídos 64 mil adesivos para 32 mil residências (dois por unidade). Os moradores podem consultar o status de entrega da credencial no site http://www.mobilidadenocarnaval.salvador.ba.gov.br.

“Este ano o controle será ainda maior na distribuição dos adesivos, visto que todos foram enviados via Sedex. Portanto, temos o registro de todos que receberam, além do código de barras identificando ainda o endereço do beneficiário que recebeu o material. Em campo, os agentes contarão com equipamentos capazes de realizar a leitura do código, de forma a identificar se o equipamento está sendo utilizado de forma indevida por um usuário sem direito. Constatada a fraude, o veículo será recolhido e o proprietário não terá acesso ao adesivo no próximo ano”, informa o titular da Superintendência de Trânsito (Transalvador), Fabrizzio Muller.

Notícias

Caio está a um passo de comprar a Busscar

REPRODUÇÃO DE NOTÍCIA DO DIÁRIO DO TRANSPORTE

O juiz da 5ª Vara Cível da Comarca de Joinville, Walter Santin Júnior, confirmou ao jornalista Claudio Loetz, do Diário Catarinense, que a Busscar pode ser comprada pela Caio Induscar, encarroçadora de ônibus de Botucatu, interior de São Paulo.

Inicialmente a Caio tinha negado a informação, mas agora, segundo o juiz, a empresa do Grupo Ruas manifestou interesse oficial em comprar as instalações, equipamentos e tecnologia.

A Caio é líder no segmento de ônibus urbanos, mas tem presença inexpressiva no mercado de rodoviários.

img_7755

A encarroçadora paulista pediu informações sobre a tecnologia empregada no modelo rodoviário Double Decker (de dois andares) da Busscar, o Panorâmico DD.

Se a Caio contatar a  viabilidade do processo industrial deve oficializar a compra. A empresa deve ter o pedido acatado desde que mantenha o sigilo industrial.

Advogado da Caio esteve ontem, quarta-feira, 8 de fevereiro 2017 , no Fórum de Joinville e confirmou o valor proposto de R$ 67,5 milhões.

A Caio está entre o grupo de investidores que apresentou esta proposta oficialmente, entretanto, o nome da compradora é mantido em sigilo.

A homologação da proposta da compra da Busscar pela Caio deve ocorrer até o final do mês.

“Desejo fazer a homologação até o Carnaval. A partir da próxima segunda-feira, dia 13, encaminharei para o administrador judicial Rainoldo Uessler se manifestar no prazo de cinco dias úteis. E, na sequência, o Ministério Público também terá igual tempo para se pronunciar.” – disse o juiz ao jornalista.

EMPRESAS ESTRANGEIRAS DECLINARAM:

img_7681

Terminou na última terça-feira dia, 7, o prazo para as empresas estrangeiras apresentarem a documentação e oficializarem o interesse na Busscar. Nenhuma delas conseguiu cumprir o prazo.

O grupo chinês Liaoyuan Group pediu seis meses para evoluir com projeto de compra. Já o grupo português Imparável Epopeia UniPessoal Ltda  disse que tinha apenas um projeto que não tinha sido aprovado. O grupo tentava vender a ideia de compra para investidores suíços.

Já um grupo de investidores imobiliários de Joinville teve proposta negada por não se enquadrar nas exigências judiciais.

Conforme mostrou o Diário do Transporte, a Justiça aceitou o prosseguimento da proposta de R$ 67,15 milhões do grupo brasileiro pelas três unidades fabris da Busscar. O valor compatível aos 49% da avalição inicial exigidos pela Justiça – (R$ 133.151.088,11).

A compra se daria em 52 parcelas: entrada de 14%, o que equivale a R$ 9,4 milhões, e o restante, R$ 57,74 milhões corrigidos por índice determinado pelo Tribunal de Justiça.

Em 2016, houve três tentativas de leilão de todo o conjunto dos bens e plantas e com a possibilidade também de aquisição de forma isolada, mas não houve apresentação de propostas.

BREVE HISTÓRICO:

144

A Busscar foi fundada oficialmente como Nielson no dia 17 de setembro de 1946, com iniciativa de Augusto e Eugênio Nielson que começaram uma pequena oficina em Joinville, atuando na construção de móveis e utensílios e fazendo reparos em carrocerias de caminhões e cabines. Em 1948, a Nielson fez seu primeiro veículo de transporte coletivo, uma jardineira – ônibus simples feito de madeira. O veículo da Nielson foi uma encomenda da empresa Abílio & Bello Cia Ltda, que fazia a linha Joinville – Guaratuba, em Santa Catarina.

Foi na época do surgimento empreendimento dos Nielson, que o Brasil começava assistir mais intensamente o crescimento das cidades e também das relações comerciais entre as diferentes localidades. Tudo isso demandava uma maior oferta de transportes. Assim muitos empreendedores compravam chassis de caminhão, como da Ford e da GM, e precisavam transformá-los em ônibus para enfrentar as difíceis estadas de terra e verdadeiros atoleiros. Nesta época, a Nielson & Cia Ltda. tinha o comando do patriarca da família, Bruno, e do filho Harold.

Em 1958, um dos marcos para a Nielson foi o projeto de estrutura metálica para os ônibus.

No início dos anos de 1960, ganhavam as estradas os modelos Diplomata, carroceria de dois níveis que lembravam os Flxibles norte-americanos que, quando foram importados pela Expresso Brasileiro Viação Ltda eram chamados de Diplomata. A Nielson então conquistava definitivamente o mercado.

Nos anos de 1980, Nielson cresce mais e no segmento de rodoviário travava disputa acirrada com a Marcopolo e no segmento urbanos, a briga era com a Caio, praticamente de igual para igual.

A linha Diplomata tinha recebido novas versões e o Urbanuss ganhava atenção dos frotistas.

Por uma estratégia de negócios, a Nielson mudou a marca para Busscar. Inicialmete a marca foi conhecida como Busscar-Nielson. Surgiram os rodoviários El Buss e Jum Buss  e os urbanos da linha Urbanuss.

Em 2002, a Busscar começa enfrentar dificuldades financeiras. A família Nielson alegava problemas motivados pela variação cambial e também dificuldades de créditos, mas já havia também erros administrativos internos. O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social chegou a realizar empréstimos para empresa, que não foram plenamente honrados. A recuperação não foi plena, havendo novamente outro problema financeiro em 2004. A última crise da Busscar começou em 2008, quando a empresa começou a atrasar salários.

Depois de uma dívida que se aproximou de R$ 2 bilhões, contando juros, impostos e débitos com fornecedores, trabalhadores e bancos, a empresa teve a falência decretada em 27 de setembro de 2012 pelo juiz Maurício Cavalazzi Povoas. A decisão, no entanto, foi anulada em 27 de novembro de 2013, após recursos judiciais. No entanto, os recursos caíram em 5 de dezembro de 2013. A família Nielson chegou a apresentar um novo pedido de recuperação judicial, mas o juiz Luis Felipe Canever, de Santa Catarina, após negativa por parte dos credores, decretou no dia 30 de setembro de 2014, nova falência da encarroçadora de ônibus Busscar, que já foi uma das maiores do Brasil.

Os negócios continuam na América Latina com a atuação em parceira de outros grupos, com destaque para as operações na Colômbia.

A Busscar Colômbia foi formalizada no ano de 2002 sendo fruto de uma aliança entre a indústria local Carrocerías de Occidente, empresa fundada em 1995, e a Busscar Ônibus do Brasil, fundada pela família Nielson em 17 de setembro de 1946.

Foram várias tentativas de leilão da Busscar, três somente em 2016. No dia 8 de julho, terminou sem lance o terceiro leilão da empresa.

No final de outubro de 2016, foi apresentada uma proposta  de compra por R$ 67,15 milhões por um grupo de investidores com o objetivo de retomar as produções em meados de 2017.

Em dezembro do mesmo ano, foi liberado um lote de R$ 18 milhões para saldar parte das dívidas trabalhistas.

Também em dezembro de 2016, dois grupos internacionais, o português a Imparável Epopeia UniPessoal Ltda e o chinês Liaoyuan Group demonstraram interesse na compra da Busscar.

Em 07 de janeiro de 2017 terminou o prazo para as empresas estrangeiras apresentarem a documentação exigida.

A proposta ficou somente pela Caio. No dia 08 de janeiro, advogado da Caio esteve em Joinville e confirmou valor proposto de R$ 67,5 milhões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Notícias

Rápido Marajó apresenta nova frota

REPRODUÇÃO DE NOTÍCIA DO PORTAL ÔNIBUS PARAIBANOS

Neste sábado, a Rápido Marajó apresentou na rodoviária de Goiânia, sua nova frota adquirida recentemente por seus novos sócios que também adquiriram a Viação Itapemirim.

Foram apresentados onze ônibus num total de 53 veículos adquiridos juntos a paulista Viação Cometa. Na apresentação estiveram presentes 10 Busscar Elegance 360 e 1 Marcopolo Paradiso G6 1200 todos montados sobre chassi Mercedes-Benz O-500 RSD 6X2. Todos foram emplacados em Goiânia, sede da Marajó.

As primeiras informações, a serem confirmadas, são de que um grupo de investidores adquiriu a Viação Itapemirim e parte da Rápido Marajó e assim formaram o “Consórcio Itapemirim”. Ambas as empresas ostentarão os mesmos layouts funcionando como uma “pintura padronizada” de consórcio.

Estão sendo esperados mais ônibus para formar a nova frota da Rápido Marajó. Informações colhidas durante a apresentação dão conta de que virão mais ônibus semi-novos para reforçar a frota da empresa, inclusive DD’s.